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Psicologia Forense em Portugal: Estudantes Universitários

If you are interested in studying forensic psychology, either as a graduate or post-graduate student, this resource will be perfect for you! This article was written by the EAPL-S representative for Portugal: Ana Rita Cruz. Ana is part of the Laboratory of Neuropsychopshysiology, Faculty of Psychology and Educational Sciences, University of Porto, Portugal. This is part of our translated article series - making information on our website more accessible.

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Psicologia Forense em Portugal

A Psicologia Forense em Portugal iniciou-se no início dos anos 80 com a criação das primeiras Faculdade de Psicologia, nas Universidades do Porto, Coimbra e Lisboa. O primeiro centro dedicado às ciências forenses e ao comportamento desviante foi criado na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, nos anos 80, e mantém nas suas linhas de investigação temas como o estudo do consumo de substâncias, violência, abuso sexual e comportamentos criminais.

Actualmente, a maior parte dos cursos de Psicologia estão de acordo com o processo de Bolonha, sendo que, após os três primeiros anos de formação geral em Psicologia, algumas das Universidades oferecem estudos/programas especializados na área da Psicologia Forense.

A Psicologia Forense em Portugal está pois em desenvolvimento e em crescente popularidade. A título explicativo, em Portugal, psicólogos com formação nesta área integram prisões, forças policiais, tribunais, clínicas forenses, instituições de acolhimento de crianças e jovens em risco, instituições de apoio à vítima, realizam avaliações em situações de regulação do poder paternal, perícias forenses, colaboram e coordenam programas de prevenção e intervenção com consumidores de substâncias.

Programas em Psicologia Forense

Em Portugal existem mais de 40 ciclos de estudos em Psicologia, distribuídos por Universidades públicas e privadas. A maioria das instituições oferece formação geral em Psicologia. Da informação recolhida, em Portugal, existem apenas alguns programas de mestrado que focam directamente o domínio da Psicologia Forense. Nesse sentido, os estudantes interessados em enveredar por esta área de estudo devem analisar a acreditação, reputação e qualidade académica da Universidade que planeiem frequentar. Actualmente existem programas em Psicologia Forense em algumas Universidades Portuguesas, tais como as do Porto, Lisboa e Minho. Todos os programas requerem o pagamento de custos de formação (propinas). Os estudantes de outras nacionalidades que pretendam frequentar Universidades públicas podem ser dispensados de pagar propinas, dependendo dos acordos estabelecidos entre a instituição Portuguesa e a instituição parceira no estrangeiro (fonte: http://www.studyineurope.eu/study-in-portugal/admission/tuition-fees).

Confere alguns dos investigadores que trabalham em Psicologia Forense em Portugal (por ordem alfabética):
Cristina Soeiro (Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz). Área de investigação: avaliação forense, profiling criminal, psicopatia
Fernando Barbosa (Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação – Universidade do Porto). Área de investigação: psicobiologia do comportamento criminal, psicopatia
João Marques-Teixeira (Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação – Universidade do Porto). Área de investigação: Neuropsicologia e electrofisiologia da cognição em toxicodependentes, delinquentes, doentes com esquizofrenia e doentes com doença de Alzheimer
Marlene Matos (Departamento de Psicologia e Educação – Universidade do Minho). Área de investigação: Vitimologia (violência na intimidade, stalking) e avaliação psicológica forense
Pedro Almeida (Faculdade de Direito – Universidade do Porto). Área de investigação: Processos emocionais e atencionais em sujeitos com psicopatia
Rui Abrunhosa Gonçalves (Departamento de Psicologia e Educação – Universidade do Minho). Área de investigação: psicopatia, avaliação forense de ofensores

Como concorrer a ciclos de estudos em Portugal
Nota: Os estudantes nacionais que pretendam ingressar em ciclos de estudos em Psicologia necessitam realizar provas de ingresso, cujos exames requeridos variam de acordo com a instituição a que se candidatam, sendo que os exames de Biologia e Geologia, Português e Matemática são normalmente definidos em conjunto ou isoladamente como provas de ingresso, contudo o candidato deverá pesquisar detalhadamente no endereço http://www.dges.mctes.pt/DGES/pt acerca de condições de candidatura e instituições que conferem o grau. Para os estudantes titulares de cursos não portugueses legalmente equivalentes ao ensino secundário português, as provas de ingresso podem ser substituídas por exames finais de disciplinas daqueles cursos.
(fonte: http://www.dges.mctes.pt/DGES/pt/Estudantes/Acesso/ConcursoNacionalPublico/ProvasdeIngresso/)

Requisitos gerais

(fonte: http://www.studyineurope.eu/study-in-portugal/admission/requirements)
Estudos de Mestrado (segundo ciclo de acordo com o processo de Bolonha) e Programas de Doutoramento (terceiro ciclo)

O candidato a um programa de mestrado numa Universidade Portuguesa deve ter obtido previamente um bacharelato, licenciatura ou grau equivalente. A candidatura a doutoramento requer que o candidato tenha obtido o grau de mestre ou diploma relevante, contudo, é importante que pesquise acerca de requisitos específicos da Universidade à qual se candidata. O formulário de candidatura deve ser submetido à instituição escolhida, acompanhado do certificado de habilitações. No caso dos estudantes que concluíram os seus graus de ensino fora de Portugal, pode existir a necessidade de tradução dos documentos. A classificação obtida nos ciclos de estudos prévios funciona como critério de selecção no processo de candidatura. Em Portugal, o desempenho académico dos estudantes é avaliado numa escala numérica com o mínimo positivo de dez pontos e máximo de 20.

Requisitos linguísticos para estudar em Universidades Portuguesas: Domínio do Português
As aulas nas Universidades Portuguesas são leccionadas em Português, com excepção de alguns programas doutorais leccionados em Inglês, pelo que o domínio da língua é requerido. O conhecimento da língua Portuguesa pode ser comprovado pela apresentação das classificações obtidas nas aulas de Português, no caso de o candidato ter tido esta disciplina no seu plano de estudos, ou poderá apresentar a classificação em cursos de línguas. De um modo geral, a maioria das instituições requer um nível B1/B2 de acordo com o passaporte linguístico Europeu. No caso de o aluno sentir necessidade ou desejar melhorar o seu nível de Português, pode fazê-lo nas diversas aulas organizadas pelas Universidades para os seus alunos internacionais.

Requisitos de Visto

(fonte: http://www.educations.com/International_students_student_visas_for_Portugal__d7818.html)

Para estudantes de países que integram a União Europeia (UE), não é requerido visto para entrada em Portugal. Contudo, para períodos longos de estudo, aos estudantes da EU pode ser requerido comprovativo de condição económica, atestando que possuem fundos suficientes para se sustentarem no país durante o seu período de permanência. A maioria dos cidadãos de países fora da EU necessitam de um visto, caso a sua permanência no país seja superior a 90 dias. Para informações detalhadas, os estudantes devem dirigir-se a uma embaixada Portuguesa. São necessários os seguintes documentos para os estudantes se candidatarem a um visto de estudante em Portugal:

a) Passaporte válido, cuja validade à data do regresso ao país de origem seja de mais de três meses, e pelo menos com uma página em branco.
b) Preenchimento de formulário próprio
c) Fotografia tipo passe
d) Cópia do itinerário de viagem com confirmação da reserva
e) Bilhete válido ou outro documento comprovativo da partida
f) Prova de rendimentos durante a estadia em Portugal
g) Prova de cobertura de seguro de saúde

Informação útil

Associações

Jornais: Jornal da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Psicologia da Justiça indexado à Latinindex desde Maio 2013.

São dinamizados um pouco por todo o país eventos científicos relacionados com a Psicologia e a Lei, sendo que a maioria se caracterizam por conferências pontuais e cursos de formação.

Considerações finais sobre a Psicologia Forense em Portugal

Este domínio da Psicologia têm ainda um longo caminho a percorrer em Portugal. Muito se te vindo a desenvolver pelo que Portugal se configura como um país atractivo para jovens investigadores que queiram aprofundar a sua formação na área forense. Os investigadores nesta área estão altamente motivados, trabalhando diariamente para melhorar este domínio científico. Adicionalmente, Portugal é um país acolhedor, com um clima ameno, boa gastronomia e pessoas simpáticas e hospitaleiras.
Por isso, de que estás à espera para vir estudar connosco?

- Ana Rita Cruz


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